Por que criei a fael.tech
Durante muito tempo, minha carreira foi contada por cargos. Eles dizem onde estive e por quanto tempo, e dizem pouco sobre como eu penso e o que sei construir hoje.
A fael.tech é onde eu estudo, construo e publico, e o nome com que assino meu trabalho independente. Uma ferramenta pessoal, um estudo de interface, um método de trabalho e uma empresa em formação cabem aqui, desde que produzam aprendizado ou valor real.
Como eu trabalho aqui
Cada projeto segue o mesmo caminho: observar um problema, formular uma hipótese, construir, usar, registrar o que aconteceu e revisar. Publicar faz parte desse caminho, porque o registro do que funcionou, do que não funcionou e por quê vale tanto quanto o código.
Nem tudo precisa virar produto. Um projeto pode terminar quando a pergunta foi respondida, quando o aprendizado parou de crescer ou quando outro passou a ser mais importante. O que fica é o registro.
O que a marca representa
O símbolo é um ponteiro, o elemento que seleciona, cria e conecta numa interface. Ele carrega as iniciais F e T na própria construção e aponta para frente e para cima, sem um destino fixo.
Na versão completa, o ponteiro atravessa um círculo. O círculo é o contexto em que a tecnologia opera: produtos, organizações, pessoas e sistemas. Atravessar esse campo é a ideia de transformação. Também dá para ler o símbolo como uma nave cruzando uma órbita, uma leitura que fala de exploração.
O símbolo é sempre sólido. No digital, ele aparece sobre superfícies de vidro translúcido, que representam o ambiente tecnológico em mudança constante: ferramentas, plataformas e interfaces que vêm e vão. O ambiente muda, e a direção continua nítida.
A cor é uma escala de teal, do tom mais escuro de profundidade ao detalhe luminoso. A tipografia combina IBM Plex Sans no texto e na interface, Newsreader nos títulos e JetBrains Mono nos rótulos e no código.
Um site que usa o próprio sistema
Este site é a primeira aplicação real do design system da fael.tech. Ele é feito de HTML, CSS e JavaScript puros, sem framework e sem etapa de build, e consome os tokens, os componentes e os palcos animados do design system como cópias exatas. O tema acompanha o sistema operacional, e cada página abre com um hero diferente: o busto na Home, as agulhas na Trajetória, a retícula nos Estudos, as linhas em Op Art na Longward e o moiré de círculos no Contato.
Os palcos animados seguem algumas regras: pausam fora da tela, param quando o sistema pede menos movimento e nunca substituem o conteúdo, que continua legível sem JavaScript.
Design system da fael.techOpen source em breve
Atualizações
- Primeira publicação.